De acordo com a Polícia Civil do Espírito Santo, a vítima atuava como “olheiro”, função estratégica no esquema criminoso, responsável por monitorar a presença policial e informar movimentações suspeitas. Com a divisão do PCV em alas rivais, o jovem acabou marcado para morrer por manter vínculos com um dos lados da disputa.
Racha interno e execução
As apurações indicam que a facção se fragmentou após divergências entre lideranças. A ala conhecida nos bastidores como “PCV do Rio” passou a disputar espaço com o grupo apelidado de “PCV Original”, desencadeando uma sequência de ameaças, emboscadas e assassinatos. A execução em Goiabeiras teria sido ordenada para impedir o fortalecimento do grupo rival na região, num claro recado de domínio.
Prisões e avanço das investigações
A Polícia Civil prendeu suspeitos apontados como autores e mandantes do crime ao longo das investigações. Segundo os delegados responsáveis, as detenções enfraquecem a estrutura da facção, mas não eliminam o risco de novos confrontos, já que o vácuo de poder costuma gerar novas disputas.
Violência que preocupa
O caso reforça a escalada da violência associada ao tráfico em bairros de Vitória e acende o alerta para a atuação de facções criminosas, que seguem recrutando jovens para funções de alto risco. Especialistas em segurança pública avaliam que o combate efetivo passa não apenas por prisões, mas também por inteligência policial contínua e políticas de prevenção.
A Polícia Civil afirma que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e mapear possíveis represálias. A população pode colaborar com informações de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.


