ACONTECENDO NO ESPÍRITO SANTO

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

ACONTECENDO NO ESPÍRITO SANTO

terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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Diretor-geral da Polícia Penal Franco Moraes é suspenso por permitir acesso de interno a informações e senhas do sistema penal do Espírito Santo

Espírito Santo — A revelação de que o diretor-geral da Polícia Penal do Espírito Santo teria fornecido informações sensíveis e senhas de acesso a um interno provocou forte reação entre servidores, especialistas em segurança pública e a sociedade civil. O episódio é visto como uma falha gravíssima de gestão, que coloca em risco não apenas o sistema prisional, mas toda a segurança pública do Estado.

De acordo com apurações, o interno passou a ter acesso a setores estratégicos e a sistemas administrativos ligados à Central de Alvarás, responsável por procedimentos que envolvem diretamente a liberdade de presos. A conduta levanta questionamentos sérios sobre responsabilidade funcional, quebra de protocolos e negligência institucional.

Quebra de confiança e risco à sociedade

Especialistas ouvidos pelo portal Acontecendo no ES são categóricos: nenhum interno pode ter acesso a senhas, e-mails institucionais ou sistemas oficiais, independentemente de exercer atividades internas. Esse tipo de permissão abre brechas para fraudes, manipulação de documentos e até solturas irregulares de detentos, o que representa uma ameaça direta à sociedade.

“É inadmissível que alguém privado de liberdade tenha acesso a dados sensíveis do Estado. Isso não é falha simples, é uma violação grave dos princípios básicos da segurança prisional”, afirmou um servidor penal que preferiu não se identificar.

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Punição questionada

Apesar da gravidade do caso, a penalidade aplicada ao diretor-geral tem sido considerada branda e desproporcional por servidores e entidades ligadas à segurança. Para muitos, a mensagem transmitida é perigosa: a de que erros graves podem ser tratados como meras irregularidades administrativas.

A permanência do gestor no cargo reforça a sensação de impunidade e fragilidade institucional, além de gerar insegurança entre os próprios policiais penais que seguem rigorosos protocolos no dia a dia das unidades prisionais.

Credibilidade em xeque

O episódio expõe uma crise de confiança dentro do sistema prisional capixaba. Permitir que um interno tenha acesso a informações sigilosas não é apenas um erro administrativo é um ataque direto à credibilidade da Polícia Penal, construída com esforço por servidores que atuam na linha de frente.

A sociedade cobra transparência, rigor nas apurações e, sobretudo, responsabilização compatível com a gravidade dos fatos. Em um cenário onde o crime organizado busca constantemente brechas no Estado, atitudes como essa não podem ser normalizadas.

O Acontecendo no ES seguirá acompanhando o caso e cobrando respostas das autoridades competentes.

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