De acordo com o cronograma judicial, os interrogatórios estão previstos para os dias 20, 21 e 22 de janeiro, sempre a partir das 9h. Além dos réus, também devem ser ouvidas testemunhas arroladas pelas defesas. Por determinação do magistrado responsável pelo caso, os acusados que estão presos deverão comparecer presencialmente ao fórum, não sendo autorizada a participação por videoconferência, salvo exceções devidamente justificadas.
Cinco réus respondem pelo crime
Segundo denúncia do Ministério Público do Espírito Santo, cinco pessoas foram denunciadas por participação no homicídio. A acusação aponta diferentes papéis na execução do crime, incluindo mandante, intermediador, executor e apoio logístico. Um dos acusados encontra-se foragido, enquanto os demais estão presos preventivamente.
O processo avançou em dezembro, quando foram ouvidas testemunhas de acusação. No entanto, as audiências acabaram sendo interrompidas após a ausência de alguns réus custodiados, o que levou ao reagendamento dos atos para janeiro.
Crime planejado e execução em plena luz do dia
O empresário Wallace Lovato foi assassinado no dia 9 de junho de 2025, em frente à empresa onde trabalhava, localizada na Praia da Costa, um dos bairros mais valorizados de Vila Velha. Conforme as investigações, os suspeitos utilizaram um veículo com placa clonada, aguardaram a vítima por horas e efetuaram o disparo quando ela deixava o local. O tiro atingiu a nuca do empresário, que chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
O carro usado no crime foi localizado no dia seguinte, abandonado nas proximidades da Terceira Ponte, reforçando, segundo a polícia, os indícios de que o homicídio foi premeditado.
Defesa aguarda momento de se manifestar
Advogados dos réus afirmam que os interrogatórios de janeiro serão o momento adequado para que seus clientes apresentem suas versões dos fatos, caso optem por falar. As defesas também destacam que pedidos e diligências ficaram suspensos durante o recesso do Judiciário e devem ser retomados com a volta dos trabalhos forenses.
O caso segue sendo acompanhado de perto por familiares, amigos e pela sociedade capixaba, que cobram respostas e a responsabilização dos envolvidos em um crime que expôs, mais uma vez, a sensação de insegurança mesmo em áreas consideradas nobres da Grande Vitória.


