De acordo com os relatos, diretores experientes, com mais de 20 anos de atuação e altas pontuações no processo seletivo, teriam sido retirados da lista final, enquanto candidatos com pontuação inferior e sem experiência em gestão escolar teriam assumido as vagas.
Pontuação maior ficou de fora
Outro exemplo mencionado é o da diretora da Alger Ribeiro, que teria alcançado 24 pontos, além de apresentar bons resultados educacionais, incluindo desempenho positivo no Ideb, mas acabou sendo substituída por um candidato com apenas 14 pontos e sem histórico de gestão.

As mensagens questionam qual teria sido o critério utilizado, já que, conforme os relatos, a lógica da classificação parece ter sido invertida, beneficiando candidatos com menor pontuação.
Questionamentos sobre critérios e transparência
Servidores denunciam que o processo seletivo perdeu seu sentido ao não respeitar a ordem de classificação, levantando dúvidas sobre a finalidade real da seleção. “A somatória passou a ser do menor para o maior?”, questiona um dos relatos.
Outro ponto sensível levantado é a ausência de divulgação detalhada das pontuações, o que, segundo os denunciantes, impede a fiscalização e abre margem para interferências políticas ou administrativas.
“Cadê as pontuações? Qual foi o critério que fez quem estava nas últimas posições ultrapassar os primeiros colocados?”, questiona outro trecho das mensagens.

Clamor por investigação
Há também o receio de que diretores nomeados sem transparência possam ficar vulneráveis a pressões políticas, comprometendo a autonomia da gestão escolar. Para os denunciantes, o episódio exige apuração rigorosa e imediata.
Os servidores defendem que o caso seja levado aos órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas, para que sejam esclarecidos os critérios adotados e garantido o respeito à meritocracia.
Até o momento, a Prefeitura de Vila Velha não se manifestou oficialmente sobre as denúncias. O espaço segue aberto para esclarecimentos.


